Ressonância Magnética no Planejamento do Explante: por Que Ela Faz Diferença

18/07/24Mamas

Tomar a decisão pelo explante envolve muitas dúvidas, e a principal costuma ser sobre o resultado final. A ressonância nuclear magnética das mamas tornou-se uma aliada poderosa nesse processo, ajudando médica e paciente a decidirem juntas, com segurança e informação.

A ressonância permite avaliar de forma objetiva aspectos que o exame físico nem sempre revela: a quantidade real de tecido mamário restante, o plano de colocação do implante (à frente ou atrás do músculo), alterações na prótese e na cápsula, e assimetrias e áreas de afinamento.

Desde 2020, a Dra. Patrícia utiliza a ressonância associada a um banco organizado de fotos de pós-operatório de pacientes com biotipo semelhante, método descrito em artigo na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. Durante a consulta, as imagens são apresentadas à paciente, e comparando o seu caso com resultados reais de mulheres parecidas é possível mostrar, com honestidade, o que esperar.

Um detalhe técnico importante: comparar ressonâncias de pacientes com a prótese em planos diferentes é um erro. Quando o implante está à frente do músculo, o tecido foi expandido e pode ser concentrado de volta ao centro; quando está atrás, o tecido já está compactado e o resultado é diferente.

O objetivo da ressonância não é garantir um resultado, e sim ser uma ferramenta de comunicação. Pacientes que passam por esse processo relatam mais tranquilidade para decidir, e mesmo as que optam por não operar saem da consulta com mais clareza.

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