
Explante em Alta: por Que Mais Mulheres Estão Retirando a Prótese e Valorizando Seios Pequenos
6 minO explante de silicone deixou de ser uma exceção e virou movimento. Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em fevereiro de 2026 traz um dado que resume bem essa transformação: o Brasil registrou 42.231 cirurgias de remoção de prótese em 2024, o maior número desde que a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) começou a contabilizar o procedimento, em 2015. A Dra. Patrícia Maciel, especializada em cirurgia mamária sem prótese, foi uma das vozes ouvidas na matéria. Aqui, retomamos os pontos principais dessa conversa.
Uma mudança de mentalidade, não um modismo
Boa parte da procura pelo explante acontece quando chega o momento de repensar o implante. Há uma orientação de fabricantes para que a prótese seja trocada a cada 10 ou 12 anos, ainda que esse prazo varie de pessoa para pessoa. É justamente nesse ponto da vida que muitas mulheres param para refletir se ainda querem seguir com o silicone.
Na entrevista, a Dra. Patrícia descreveu bem esse perfil. A mulher que colocou a prótese aos vinte e poucos anos, numa fase de mais insegurança com a mama pequena, muitas vezes percebe, aos 40 ou aos 50, que tem autoconfiança de viver bem sem precisar do implante. O corpo muda, as prioridades mudam, e a decisão pelo explante costuma vir dessa nova consciência.
A beleza natural entrou na conversa
Além da saúde, existe um deslocamento estético claro. Os padrões de beleza são cíclicos, e o momento atual valoriza a naturalidade e uma silhueta mais leve. Como observou a Dra. Patrícia na reportagem, hoje o corpo magro é associado a algo elegante, leve e confortável, e essa percepção influencia diretamente a forma como as pacientes enxergam as próprias mamas.
Mulheres que colocaram próteses nas décadas de 1990 e 2000 chegam agora com outra bagagem. Já viveram os desconfortos de conviver com o implante por muitos anos e passam a enxergar em seios menores uma estética que combina mais com quem elas são hoje. Não se trata de negar a cirurgia de aumento, que continua sendo uma das mais realizadas no país, mas de reconhecer que nem toda mama precisa de volume para ser bonita.
O explante é uma cirurgia séria, que pede planejamento
Um ponto que merece atenção: retirar a prótese não é um procedimento simples. O explante envolve reconstrução da mama e recuperação física e emocional. Por isso, o alinhamento de expectativas é parte essencial do processo.
É nesse território que atua a técnica autoral desenvolvida pela Dra. Patrícia Maciel, publicada em 2024 na revista internacional Plastic and Reconstructive Surgery Global Open (PRS Global Open). A abordagem reorganiza o próprio tecido da paciente para devolver contorno e projeção à mama, muitas vezes sem depender de um novo implante ou de lipoenxertia. Para entender melhor como isso funciona, vale a leitura do artigo Reconstrução Mamária sem Prótese após o Explante.
Informação de qualidade faz diferença
O crescimento do explante caminha junto com o maior acesso à informação, sobretudo nas redes sociais, onde muitas mulheres compartilham a própria experiência de remoção. Esse ambiente ajuda quem desconhecia a possibilidade do procedimento a descobrir que existem caminhos seguros e bem planejados.
Se você está nesse momento de reflexão, a melhor decisão é sempre a mais informada. A avaliação individual, com exames e conversa honesta sobre o que esperar, é o que permite escolher com segurança e tranquilidade. Você pode se aprofundar também no artigo Explante de Silicone: o que é, como funciona e quem pode fazer.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual. A reportagem original é de Nathalia Durval, repórter do Todas, publicada na Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa.


